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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Taste of Freedom.

Hoje é dia 15 de outubro: além de feriado, comemora-se mais um aniversário de Pryscilla (a moça de vestido colorido na foto) nesta bela quinta-feira.

Lembro perfeitamente do 15 de outubro de 2008: Acordei um pouco baqueada de tudo o que tinha acontecido no dia anterior: o corpo estava dolorido, e eu, um pouco cansada, mas disposta a fazer comprinhas com mamãe. As primeiras respiradas daquela manhã de quarta-feira invadiam os meus pulmões, comemorando o dia anterior.

Eu estava na Lojas Americanas, escolhendo o meu novo aparelho de celular. O celular toca: "Talles".

R: "Alô?"
T: "Alô, Raissa?"
R: "Oi Talles, tudo bem?"
T: "Tudo sim. Como você tá?"
R: "Tô bem. Por incrível que pareça, acho que nunca estive tão bem."
T: "Que ótimo, então. Tipo, tu vai sair pra algum canto hoje?"
R: "Sabe que eu não sei? Acho que mainha não iria deixar, tenho que estudar, sabe?"
T: "Poxa, mas é feriado. Tais sabendo do aniversário de Pryscilla?"
R: "Tô sim, mas sei lá.. Não sei se mainha deixa, sério mesmo."
T: "Mesmo sendo feriado? Ela deve deixar, pô."
R: "É, eu vou falar com ela aqui. Tu vai?"
T: "Eu não sei. Se você for, eu vou."
R: "Mas você e Pryscilla e a prima dela não tinham deixado de se falar por conta daquelas histórias da tua ex?"
T: "É, mas isso é passado. Não tem pra quê eu ficar desse jeito com elas, até porque elas não tem culpa de nada."
R: "Verdade. Então, tu vai lá, falar com elas e tudo mais?"
T: "Se você for, sim."
R: "Então eu vou falar com mainha aqui. Certo?"
T: "Certo. Tu tais onde? Tais ocupada?"
R: "Tô comprando meu celular aqui no shopping, mas tô muito ocupada não. Por que?"
T: "Tipo.. Tu acha que eu devo cortar meu cabelo?"
R: "Ahn, como assim? Kkkkkk."
T: "Sei lá, tô achando ele grande. Tu acha que eu devo cortar ele curtinho, ou deixar ele maior mesmo?"
R: "Meu filho, CORTE! Kkkkkk."
T: "Sério, vey? Kkkkk. Pensava que tu gostava dele grande."
R: "Kkkkkk, eu gosto! Mas acho que você fica bem de cabelo curtinho, espetado. Sabe? Deve ficar muito bonito."
T: "Hmm.. Tá certo então."
R: "E aí, vai cortar?"
T: "Se você for hoje à noite, você vê se eu cortei ou não. Se não, vê amanhã na aula."
R: "Certo, então.. Kkkkkk. Te ligo se eu for hoje."
T: "Ok, me ligue mesmo. Um beijo."
R: "Outro, tchau."

Milagrosamente, mainha deixou eu ir. Liguei pra ele, confirmei e pronto.

R: "Talles?"
T: "Oi, Raissa."
R: "Mainha deixou eu ir pro aniversário."
T: "Sério? Ótimo, então. Eu também vou."
R: "Certo. E aí, cortou o cabelo?"
T: "Não sei.. Kkkkkk."
R: "Sério! Kkkkkk."
T: "À noite você vê. Agora, eu vou aqui no cabele.. ops, eu vou aqui. Kkkkk. Que horas tu chega?"
R: "Umas 18:30, 19h.. Né?"
T: "Ok, vou chegar um pouco mais cedo."
R: "Ok, tudo certo."
T: "Ah, só mais uma coisa: vai de vestido?"
R: "Ahn, como assim? Kkkkk."
T: "Eu te acho linda de vestido. Vai?"
R: "Eita, vou ver se tem algum lavado aqui, kkkkk. Não sei se dá, mas vou tentar."
T: "Ok, tudo bem. Até mais tarde então. Um beijo."
R: "Oooutro, tchau."

Cheguei às 19h, acho. Estávamos vestidos desse jeito: ele, com uma camisa de tricot cinza, um crucifixo dourado e um brinco de mesma cor, e eu com um vestidinho vermelho tomara-que-caia qualquer, que achei enfurnado no armário, só pra satisfazer a vontade dele.

Quando cheguei, falei informalmente com todos, exceto com ele, com quem troquei dois beijinhos, e se não me falhe a memória, um breve abraço. Ele havia separado uma cadeira ao lado dele, e pediu que eu me sentasse nela. Disse que eu estava linda (apesar de estar bastante desarrumada e com cara de doente). Ele sim, estava lindo.
Eis que encontro ele, todo reluzente, com aquela argolinha dourada brilhando no canto da orelha. Que estranho, ele havia ficado TÃO bem de brinco!

Abrindo um par de parênteses, eu sempre odiei homem de brinco. Há um ano atrás, homem de brinco pra mim era sinônimo de breguice. Também DETESTAVA bijouterias da cor dourada. Eu odiava inclusive ouro amarelo. Até com as jóias eu era fresca: se fossem me dar uma de presente, que fosse ouro branco, prata ou até aço, mas ouro amarelo, não.

Mas com ele.. Bem, com ele foi diferente. Estava tão charmoso, e tão admirável.. E, meu Deus, que bonito ficou o dourado refletindo na pele clara dele. E o crucifixo? Ali mesmo comecei a gostar mais dele: temos a mesma religião, e praticamente na mesma intensidade.

Mas eu não consegui pensar em mais nada, nem mesmo em Deus. Só pensava nele. Nossa, mas ele ficou tão lindo de cabelo curto. Meu Deus, ele tá lindo. Queria beijá-lo. Queria beijá-lo ali, e agora. Não importassem os colegas da sala que estavam presentes. Queria beijá-lo, e beijá-lo de novo. Mas me contive.

Ao quase-fim da festa, decidimos passar pela calçadinha. Recostei a cabeça no colo dele, enquanto ele mexia no meu cabelo. Conversárvamos sobre nós mesmos, sobre as nossas loucuras.. E então, eu comecei a me lamentar.
R: "É um pena que tudo tenha acontecido assim."
T: "Assim como?"
R: "Bem, acontece que eu gosto muito de você."
T: "Eu também. Eu também gosto muito, muito mesmo de você."
R: "Verdade?"
T: "Até diria algo além disso, mas.."
R: "Mas não diga. Não é a hora, e seria um tota desperdício."
T: "Como assim?"
R: "Esquece. Acontece que gosto mesmo de você. Eu e você temos tanto em comum, tantas afinidades, nos damos tão bem, nos respeitamos, nos entendemos, temos situações parecidas de vida, cicatrizes e tudo mais.."
T: "Isso é verdade.."
R: "E triste, ao mesmo tempo."
T: "Como assim?"
R: *suspira* "Talles, você é o tipo cara ideal pra mim. Exatamente o cara com quem eu namoraria, o protótipo da pessoa que eu sempre esperei.. E agora, já está tudo perdido. Começamos da maneira mais errada possível, e sei que não poderia sair nada sério disso tudo.. É uma pena, é lamentável. Dá um pouco de arrependimento, embora eu não trocasse isso que temos agora por nada."
T: "Não fale das coisas que você não tem certeza. Não é desse jeito, não é assim.. Fique calma."
R: "Eu só lamento.. Lamento gostar tanto de você e ter jogado uma das grandes oportunidades da minha vida no lixo."
T: "Não fale isso, sério. Não é desse jeito. Acredite."
R: "Certo.. Vamos mudar de assunto, então."


Foi essa conversa que resultou no que somos hoje. Segundo recentes confissões, foi nesse dia que ele percebeu que gostava de verdade de mim. Se eu soubesse o que o futuro me reservava nesse dia.. Nossa, eu já estaria sendo feliz por antecipação.


Feliz aniversário, Prys.
Te amo, Pinguas.

(essa foto é da época que a gente não sabia sair bem em foto, KKKKKKKKKKKK.)

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